28 de abril de 2008

Tem volta


O clássico Flamengo e Botafogo, pela primeira partida da decisão do Carioca, foi um jogo muito truncado. Na primeira etapa principalmente, a bola esteve a maior parte do tempo parada. O Botafogo fazia uma marcação dura e o rubro-negro respondia na mesma moeda. Cuca fez uma substituição aos 18 minutos do primeiro tempo com medo de Túlio Souza ser expulso.
O placar não saiu do 0.

Quando as duas equipes voltaram pra segunda etapa pareciam mais dispostas a jogar futebol. Com o jogo mais aberto as torcidas começaram o show. E, pelo menos no quesito torcida, o Flamengo deu uma goleada. A parte reservada aos alvinegros não lotou, enquanto os rubro-negros se espremiam na sua parte da arquibancada.

A melhor chance do Botafogo saiu dos pés do jovem Eduardo. O jovem zagueiro, que àquela altura atuava como ala, driblou dois marcadores e mandou a bola na trave! O passe para Wellington Paulista era a melhor opção.
O mesmo Eduardo perdeu uma bola no meio campo que resultou em um contra-ataque fatal do Flamengo. Diego Tardelli cruzou e Obina empurrou pro gol.
O Botafogo tentou reagir mas não foi eficiente.

No segundo jogo o Flamengo terá alguns problemas. Além da volta dos desfalques do Botafogo (Jorge Henrique e Alessandro voltam de suspensão, Castillo e Triguinho de contusão), o Fla tem uma parada dura pela Libertadores quarta-feira. Enfrenta o America no México enquanto o Botafogo se prepara para a decisão.
Vale lembrar que da última vez que o Botafogo pegou o Flamengo cansado ganhou por 3 a 0 na semi-final da Taça Rio.

E agora Galo?


A derrota do Atlético para o Cruzeiro ontem, por 5 a 0 entrou pra História do futebol brasileiro. Não apenas por ser o ano do centenário do Galo. Nunca antes uma derrota tão elástica aconteceu no confronto entre os maiores rivais de Minas Gerais.


Pensando na decisão, a vantagem celeste é praticamente irreversível. Por mais motivados que estejam os jogadores do Galo, fazer 5 gols no rival, sem sofrer nenhum, não é tarefa das mais fáceis. Principalmente porque o centenário do Atlético motiva também os cruzeirenses.
Já imaginou ser campeão no ano do centenário de seu maior rival?


Geninho terá muito trabalho com o time no restante da temporada. Uma goleada dessas pro maior rival abala as estruturas de qualquer clube. O primeiro campeão brasileiro vai ter que focar o ano na Copa do Brasil. O Atlético não tem elenco pra brigar pelo título brasileiro este ano. Passar em branco no ano do centenário seria catastrófico para um clube que busca se reerguer após a passagem pela Série B.


Só uma atuação com raça e disposição pode trazer a fanática torcida atleticana novamente para o lado do time. E mesmo que o título não venha, uma vitória no próximo domingo passa a ser questão de honra.
O Galo não merecia isso...

26 de abril de 2008

Promessa cumprida

O líder dos Mutantes Sérgio Dias cumpriu a promessa feita aos jornalistas no início desse mês, e lançou a canção "Mutantes Depois" na internet. (Link Abaixo)
http://musig.ig.com.br/templates/player.aspx?mediaIDs=423&mediaIndex=1000&video=false#

A canção é o primeira inédita lançada pela banda desde o álbum "Tudo Foi Feito Pelo Sol", de 1974 . Um verdadeiro presente para os fãs. E foi essa a intenção de Sérgio, como ele mesmo revelou em entrevista à RollingStone Brasil. “Antes de tudo, isso foi feito como uma gratidão imensa a todas as pessoas. Ela é um presente, não é uma coisa com intuitos comerciais. Estamos lançando essa música para mostrar para vocês para onde estamos indo, e qual é nosso rumo, nosso horizonte”.

A música é uma verdadeira viagem aos anos 70 com direito a várias referências à Tropicália. Guitarras psicodélicas, elaborados arranjos vocais, enfim, Mutantes!
É também uma amostra animadora do que está por vir com o novo álbum. Os Mutantes pretendem finalizar as gravações até o fim de junho.

O primeiro show da nova formação acontece na madrugada deste sábado para domingo, na Virada Cultural, em São Paulo. Porém, uma volta com a formação original (com Rita Lee e Arnaldo Baptista) não está totalmente descartada. Sérgio afirmou várias vezes na entrevista de lançamento da canção que “as portas estão abertas para Arnaldo e Rita, se eles quiserem voltar”. Sobre a saída do irmão, Sérgio completou: "Minha relação com ele é algo que transcende o motivo pelo qual ele deixou os Mutantes”.

Pode até ser difícil que essa reunião aconteça. Rita Lee nunca aprovou a volta da banda e Arnaldo se afastou por recomendação de sua esposa, Lucinha. Mas pra quem é fã, como eu, só imaginar um show dos Mutantes com Rita Lee nos vocais já é de arrepiar.

25 de abril de 2008

Quanta sujeira

Após sair disparando contra todos do Vasco e se transferir para o Fluminense, Leandro Amaral se reapresentou hoje em São Januário após longa batalha judicial com o clube da colina. Nem o mais otimista dos torcedores vascaínos poderia imaginar este desfecho.

Tudo começou no meio do ano passado, quando Leandro e Eurico deixaram apalavrados um acordo de liberação do atacante em caso de proposta do exterior. O mesmo acordo previa uma renovação automática co contrato do jogador por mais um ano, caso a proposta não chegasse. Leandro apresentou uma proposta do futebol japonês e não foi liberado pelo presidente interino do Vasco. A partir disso uma verdadeira guerra de bastidores aocnteceu.

Leandro resolveu ir pra Justiça alegando não ter assinado a renovação. O Vasco alegava que o jogador não teria que assinar nada por se tratar de uma renovação automática. Sem esperar por um desfecho do caso nos tribunais, Leandro assinou contrato com o Fluminense e a situação que parecia difícil, se complicou ainda mais.

Eurico afirmou que o jogador foi aliciado por membros da cúpula tricolor no meio de 2007. Em um almoço no Porcão, do qual participaram Celso Barros (presidente da patrocinadora do Flu), Branco (coordenador de futebol) e Renato Gaúcho (técnico o tricolor), Leandro recebeu o convite para defender o clube das Laranjeiras. Para isso, deveria "arrumar uma confusão" no Vasco, até mesmo com Romário, hipótese esta rechaçada prontamente por Leandro.

Nos tribunais a situação do jogador se complicou ainda mais quando os advogados do Vasco analisaram o contrato de Leandro Amaral com o Fluminense. Nele, o jogador receberia R$ 20.000. Na proposta de renovação automática com o Vasco salário era de R$100.000.Entendeu? Pelo contrato Leandro Amaral trocou o Vasco pelo Flu para receber 4 vezes menos.
Estranho...

A vitória do Vasco nos tribunais serve como lição aos jogadores que só pensam no lado financeiro, esquecendo-se do que o clube fez por eles. Leandro Amaral chegou ao Vasco com um contrato de risco. Não representava absolutamente nada para o futebol brasileiro. Com o apoio da torcida cruzmaltina chegou ao posto de melhor atacante do país, cogitado até para vestir a amarelinha.

Depois de toda essa confusão, Leandro agora terá que lutar para reconquistar a confiança da torcida.Ele costuma dizer que fez muito pelo Vasco. Pode até ser Leandro. Mas eu acho que o Vasco fez muito mais por você.

24 de abril de 2008

Deixem os caras em paz


A imprensa inglesa (sempre eles!) vem alimentando rumores sobre o possível fim dos Rolling Stones. Não é a primeira vez que a imprensa especula sobre uma suposta separação da maior banda em atividade no mundo.

Já disseram que Charlie Watts não gostava mais de tocar com a banda e iria se dedicar ao seu projeto de jazz. Inventaram que Keith Richards e Ron Wood estavam em pé de guerra. Agora o "motivo" da "separação" seria a troca de farpas entre Mick Jagger e Keith Richards pela imprensa. Pura bobagem...

A "troca de farpas" simplesmente não existiu. Keith disse em uma entrevista que Mick "é maníaco pelo poder e não consegue acordar sem sabe pra quem telefonar".

Mick, questionado sobre o fato de o companheiro de banda preparar uma biografia, respondeu: "Será interessante. Bem, eu pensava que você na verdade precisa lembrar da sua vida antes de escrever um livro".
Voce viu alguma "troca de farpas"?
A imprensa inglesa é conhecida, e parece se orgulhar disso, como a mais sensecionalista do mundo.

As diferenças entre Mick Jagger e Keith Richards fazem parte da história dos Rolling Stones. Talvez por isso eles estejam juntos desde os anos 60. Já imaginou conviver com uma pessoa igualzinha a você por tanto tempo?
No fundo eles sabem que formam a maior banda do mundo, ganham rios de dinheiro e, como mostraram várias vezes, mantêm intacto o prazer em fazer rock`n roll.

23 de abril de 2008

A força do Engenhão


O Botafogo venceu a Portuguesa por 2 a 1 em um jogo emocionante. 45.000 botafoguenses lotaram o Engenhão e empurraram a equipe durante toda a partida, até mesmo quando o time cedeu o empate e pareceu meio perdido em campo. Com o resultado o Botafogo é a primeira equipe classificada às quartas de finais da Copa do Brasil, e aguarda o vencedor do confronto entre Atlético MG e Náutico.

Como aconteceu contra o River do Piauí, quando 30.000 torcedores compareceram para incentivar a equipe, o Botafogo cresceu no ritmo de sua torcida e conseguiu uma importante vitória, que confirma a excelente campanha na temporada. O primeiro gol foi uma pintura de Lúcio Flávio. O Maestro cobrou com perfeição uma falta do meio da rua, colocando a bola no ângulo do goleiro André Luís, que ficou estático. Lúcio ainda colocaria a bola na cabeça de Fábio, no segundo gol alvinegro. Cristian fez pra Lusa.
Quando o Botafogo ganhou a licitação e ficou com o Engenhão, a torcida sabia que uma nova era estava começando. Um estádio próprio é muito importante para as contas de um clube. Várias ações de marketing podem ser feitas quando se é o dono da casa. Os torcedores do Botafogo parecem ter entendido isso e vêm comparecendo em peso aos jogos. O time do Botafogo tem um excelente retrospecto no estádio. O fato de a equipe treinar no Engenhão pode explicar esse desempenho.
Em uma competição como a Copa do Brasil o Engenhão pode ser decisivo. Com uma vaga para a Libertadores em jogo e a presença de mata-mata, a torcida tem que jogar junto com o time.
E essa química acontece entre Botafogo, torcida e Engenhão.

A afirmação de Vanessa da Matta

Vanessa da Matta lidera as indicações ao 15º Prêmio Multishow de Música Brasileira. Ao lado de Capital Inicial, Charlie Brown Jr., Maria Rita e NX Zero, Vanessa vai concorrer em 4 categorias (confira lista completa abaixo).
Seu mais recente trabalho, o álbum "Sim", conta com uma verdadeira seleção de músicos. Mario Caldato (Beastie Boys, Marisa Monte) e Kassin (Orquestra Imperial e +2) na produção, o baterista Sly Dunbar e o baixista Robbie Shakespeare (uma das cozinhas mais conhecidas do reggae) no instrumental de várias canções, além da participação de Ben Harper na bilíngüe "Boa sorte/Good luck". Aliás esta faixa é uma pérola e concorre ao prêmio de "Melhor Canção. As outras indicações são nas categorias "Melhor Cantora", "Melhor Show" e "Melhor CD".
Mesmo que não ganhe, as indicações já são suficientes para que o trabalho de Vanessa da Matta seja visto com outros olhos pela crítica conservadora. Afinal de contas, ao lado de Maria Rita, Vanessa é uma das poucas coisas boas no atual cenário musical brasileiro.
Confira abaixo a lista dos indicados:


Melhor música
“Tá perdoado” – Maria Rita
“Pela última vez” – NX Zero
“Exttravasa” – Babado Novo
“Boa sorte/Good luck” – Vanessa da Mata
“Não precisa mudar” – Ivete Sangalo e Saulo Fernandes

Melhor CD
CPM 22 – “Cidade cinza”
Maria Rita – “Samba meu”
Capital Inicial – “Eu nunca disse adeus”
Vanessa da Mata – “Sim”
Pitty – “(Des)concerto ao vivo”

Melhor clipe
NX Zero – “Pela última vez”
Pitty – “Pulsos”
Capital Inicial – “Aqui”
CPM 22 – “Nossa música”
Charlie Bown Jr. – “Pontes indestrutíveis”

Melhor DVD
“Multishow ao Vivo” – Ivete no Maracanã
Pitty – “(Des)concerto ao vivo”
Zélia Duncan – “Pré pós tudo bossa band”
Cidade do Samba – “Vários”
Paralamas do Sucesso – “Ao vivo Rock in Rio I (1985)”

Melhor cantora
Ana Carolina
Claudia Leite
Ivete Sangalo
Maria Rita
Vanessa da Mata

Melhor show
Ana Carolina – Dois Quartos
Rita Lee – Pic Nic
Vanessa da Mata – Sim
Charlie Brown Jr. – Ritmo, Ritual e Responsa

Melhor grupo
NX Zero
Charlie Brown Jr.
CPM 22
Jota Quest
Natirruts

Melhor cantor
Di Ferrero (NX Zero)
Samuel Rosa
Caetano Veloso
Dinho Ouro Preto (Capital Inicial)
Chorão (Charlie Brown Jr.)
Revelação Strike
Ana Cañas
Vanguart
Diogo Nogueira
Scracho

Instrumentista
Davi Moraes – guitarra
Marco Túlio – guitarra – Jota Quest
Radamés Venâncio – piano – Ivete Sangalo
Yves Passarell – guitarra – Capital Inicial
Bino – baixo – Cidade Negra